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Após cortes de pessoal, Justiça manda Prefeitura de BH recompor equipes do Samu

Ambulância do Samu Raquel Freitas / TV Globo A Justiça de Minas Gerais determinou que todas as ambulâncias de suporte básico do Serviço de Atendimento Móv...

Após cortes de pessoal, Justiça manda Prefeitura de BH recompor equipes do Samu
Após cortes de pessoal, Justiça manda Prefeitura de BH recompor equipes do Samu (Foto: Reprodução)

Ambulância do Samu Raquel Freitas / TV Globo A Justiça de Minas Gerais determinou que todas as ambulâncias de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte voltem a operar com dois técnicos ou auxiliares de enfermagem, além de motorista. Em decisão liminar, a juíza Bárbara Heliodora Quaresma Bonfim Bicalho atendeu a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e deu prazo de cinco dias para a prefeitura restabelecer a "composição assistencial anteriormente praticada" no serviço. A magistrada ainda fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. "O padrão protetivo do Samu em Belo Horizonte, já consolidado, não pode ser rebaixado sem a demonstração de que tal alteração não causará prejuízo para a população", diz um trecho da decisão, assinada nesta sexta-feira (8). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Os contratos de 33 profissionais do Samu de Belo Horizonte foram encerrados no dia 30 de abril e não foram renovados. Segundo a prefeitura, esses funcionários passaram a integrar as equipes em 2020, durante a pandemia, de forma temporária. Até abril, todas as 22 ambulâncias de suporte básico contavam com dois técnicos de enfermagem e um motorista. Com a mudança, 13 Unidades de Suporte Básico (USBs) passaram a atuar com um técnico por plantão, e outras nove continuaram com dois profissionais. Os trabalhadores realizaram vários protestos contra a redução das equipes. O MPMG acionou a Justiça para tentar impedir as demissões, argumentando que a medida foi adotada "em um cenário de extrema gravidade sanitária [...] devido ao crescimento expressivo de síndromes respiratórias". O órgão alegou também que os cortes violam o princípio da eficiência administrativa e os preceitos estruturantes do Sistema Único de Saúde (SUS). No último dia 30, a juíza deu 72 horas para a prefeitura se manifestar sobre o assunto. Segundo a decisão desta sexta-feira, "embora o município afirme que a medida foi precedida de análise técnica e planejamento operacional, não foram apresentados, até o presente momento, estudos [...] aptos a demonstrar, de maneira objetiva e prospectiva, a ausência de impacto assistencial decorrente da alteração promovida". O que diz a Prefeitura de Belo Horizonte Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, até o momento, não foi oficialmente notificada da decisão judicial. A pasta afirmou ainda que não houve redução generalizada no número de técnicos de enfermagem nas ambulâncias do Samu e que a atual configuração segue diretrizes do Ministério da Saúde. Segundo a secretaria, o município manteve 10 unidades básicas com três profissionais — dois técnicos de enfermagem e um motorista socorrista —, além de uma ambulância de suporte intermediário com enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor socorrista. Outras 12 unidades básicas operam com um técnico de enfermagem e um motorista socorrista, enquanto seis unidades de suporte avançado contam com médico, enfermeiro e condutor. A secretaria também destacou que, em 2020, o Samu recebeu reforço temporário de 33 profissionais durante a pandemia de Covid-19 e que os contratos emergenciais foram encerrados em 30 de abril de 2026. Vídeos mais vistos no g1 Minas: